Uma das coisa mais temidas - e ao mesmo tempo ansiada - pelos fãs é o remake, principalmente quando se trata de um filme clássico:Como RoboCop é para os fãs de ficção cientifica . O filme de 1987 dividiu opiniões, mas ninguém pode dizer que Paul Verhoeven não criou um marco com o policial robô que abriu caminho para outros roteiros lendários como Total Recall. Então, quando a refilmagem foi anunciada, não fui só eu quem sentiu aquele frio na barriga e um ligeiro aperto no coração, meio medo e meio felicidade.
Eu estava ansiosa; mal posso dizer como esperei por esse filme e como o original é importante para mim. E não estou dizendo isso superficialmente; RocoCop foi e sempre será uma coisa minha e do meu pai - algo em comum que gostávamos e sempre parávamos nas tardes de domingo para assistir, logo depois de uma maratona de Nacional Kid (o qual um dia falarei sobre aqui). Eu tenho um afeto especial pelo filme e, literalmente, contei os segundos para ver a obra do contemporâneo José Padilha.
O filme de Verhoeven está repleto de humor negro, que foi substituído pela visão crítica de Padilha para a politica. A crítica social está presente em ambos os filmes, mas aos olhos brasileiros, parecem que tiveram uma preocupação maior em realçá-la. Outra mudança que deixou clara a assinatura do nosso cinema nacional, foram as cenas de ação que, no geral, mantiveram-se bem "pé no chão". Mas não se preocupem: efeitos especiais não faltam, principalmente no que se refere ao Robocop de Joel Kinnaman.
Uma das maiores críticas em relação ao remake foi a atuação de Joel, considerada fria em sua cenas como humano; já o seu lado robô foi executado com perfeição. Entretanto uma coisa que esquecem de considerar, é que no começo do filme, Gary Oldman diz que a interferência de emoções pode causar problemas em próteses mecânicas, tanto que quando há a seleção para os candidados ao mais novo policial robô de Detroit, é salientado que o candidado deve ter as emoção controladas. Assim, talvez Joel mereça mais créditos do que lhe foi entregue.
O novo filme trata da transição do pai de família, policial e muito humano, Alex Murphy, para seu novo status como máquina. Todos os dramas emocionais são explorados e expostos, levantando a questão "onde o homem termina e a máquina começa?" não apenas para Murphy, mas para o público.
E, claro, eu não podia deixar de falar de Novak, o jornalista interpretado por Samuel L. Jackson que rouba a cena com seu telejornal sensacionalista. Com a sua posição pró-robôs em solo americano, ele atua como defensor na OmniCorp na mídia e, consequentemente, mostra o lado positivo de se ter RoboCop nas ruas.
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| Essa é uma das minha cenas preferidas. |
Concluindo: o filme mostra uma perspectiva diferente do clássico cult, mas vale a pena fazer seu caminho ao cinema mais próximo!






Primeiramente adorei este artigo, apresenta uma boa opinião. Não queria assistir ao filme, pois achei que o Padilha destruiria um dos que foi o meu preferido da infância, porém após a leitura fiquei na maior expectativa em assistir. Parabéns menina.
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